JARDINS NO PERÍODO MODERNO E/OU CONTEMPORÂNEO[1] (SEC. XX a XXI)


Jardim Botânico Nacional de Kirstenbosch - Cidade do Cabo (África do Sul)

Para entender a evolução do paisagismo, é necessário ter um olhar atento para a história. Iniciaremos esse aprendizado útil com os jardins modernos e/ou contemporâneos, que representam, na verdade, a interação de diversos estilos existentes[2]

                                                      Central Park. Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=4g8UP8nxDtw
 
Em função das mudanças sociais, efervescência cultural, aumento populacional, grande desenvolvimento urbanístico das cidades e crescimento da agenda ambientalista, os espaços e jardins públicos tornaram-se, de forma gradativa, principalmente na Europa e nos EUA, lugares direcionados ao lazer, bem-estar da coletividade, isolamento acústico, diminuição das temperaturas locais, responsabilidade social e preservação da natureza[2].

Houve, dentro dos espaços urbanos, a proliferação de Jardins Botânicos, Complexos Recreativos, Zoológicos, Parques, Reservas Naturais, Bosques, Alamedas, Calçadas Ecológicas, Hortos Urbanos etc. Assim, evidenciou-se, inicialmente, o aspecto funcionalista dos jardins e, após, o ambientalista.

Destacam-se os seguintes profissionais (designers) do paisagismo moderna: Roberto Burle Marx; Luis Barragán; Tomas Church; Silvia Crowe; Cramer; Garret Eckbo[3]; Dan Kiley; Peter Walker; Bernand Tschumi Lynch; Appleyard;  Lawrence Halprin; McHarg; e outros.

O paisagismo moderno trouxe, novamente, a ideia de união do jardim à casa. O jardim tornou-se parte integrante da casa, e não apenas um cenário decorativo.

Outro aspecto a ser considerado nos jardins modernos e/ou contemporâneos é a crescente necessidade de apresentação de elementos ecológicos e sustentáveis.
                   Jardim Suan Nong Nooch em Parttaya - Tailândia (Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RcbV9AVey3Q)


 
                        Jardim de Butchart em Brentwood Bay - Canadá (Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=RcbV9AVey3Q)
Alguns jardins modernos e/ou contemporâneos merecem serem destacados pela importância e beleza do projeto paisagístico, quais sejam: Central Park, em Nova York (EUA)[4]; Parque André-Citroën, em Paris (França); Jardins de Butchart, em Brentwood Bay (Canadá); Jardim de Keukenhof Garden, em Amsterdã (Holanda); Jardim da Especulação Cósmica, em Portrack House (Escócia); Jardim Suan Nong Nooch, em Pattaya (Tailândia); Jardim Yuyuan, na China; Jardim Shalimar, em Lahore (Paquistão);  Jardim Ryoan-ji, em Quioto (Japão); Achamore Gardens, na região de Argyll (Escócia); Jardim de Boboli, em Florença (Itália);  Jardim de Kirstenbosch, na cidade do Cabo (África do Sul); Jardins Verticais de Patrick Blanc (Quai Branly), em Paris; e Caixa Fórum (Madri); entre outros.

Os projetos do nosso eterno mestre Roberto Burle Max é um assunto importantíssimo que será bem tratado em outro momento nesse blog do Mercado de Paisagismo.


[1] Segundo Geoffrey Jellicoe, em seu livro “El Paisage del Hombre (1995), “durante os séculos XVII e XVIII, as civilizações ocidentais, originalmente sociedades limitadas, transformaram-se em liberais. Suas bases filosóficas e legais, além do espírito científico, propiciaram - lhes liberdade de empreendimento e mobilidade social, bem como as possibilidades de prosperar e expandir em escalas mais amplas do que as civilizações oriental e central com suas bases estáticas de religião e ética. Daí por diante começou o intercâmbio universal de ideias que finalmente elevariam as artes da paisagem de um nível local e doméstico de projeto ao moderno conceito de planejamento abrangente” JELLICOE, Geoffrey, JELLICOE, Susan. El paisaje del hombre: la conformacion del entorno desde la prehistoria hasta nuestros dias.1.ed. Barcelona : Gustavo Gili, 1995).
[2] Os jardins ecológicos têm se mostrado como uma grande tendência, que exige a adoção cada vez maior de medidas sustentáveis nos jardins contemporâneos, a fim de favorecer a biodiversidade. Caracterizam-se pela necessidade de aproximação do homem com a natureza, utilização de plantas nativas, contratação de mão de obra local, reutilização da água, presença de pisos drenantes, jardins ou florestas verticais, telhados verdes e aproveitamento de materiais (madeira reciclada ou vinda de reflorestamento, tijolos de demolição etc.).
[3] Segundo ECKBO (1969), “nosso sentido de estética provém da natureza, da incidência desta sobre nossas reações, não no plano pictórico, mas no plano biológico”.
[4]  É um grande parque que tem uma área de 341 hectares de extensão (quase o triplo do Parque do Ibirapuera, em São Paulo), inspirado no estilo de paisagismo inglês e italiano. Localiza-se dentro da cidade de Nova York, no distrito de Manhattan. Foi inaugurado em 1857, e idealizado pelo escritor e paisagista Frederick Law Olsmetd e pelo arquiteto inglês Calvert Vaux.  Nele, são encontrados ambientes bucólicos com cascatas, gramados, matas, lagos artificiais, zoológico, alamedas, bancos, calçadas arborizadas, pistas de patinação, monumentos, pontes, arcos etc. 

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