DICAS PARA ILUMINAÇÃO EM JARDINS


De forma bastante objetiva, o Mercado de Paisagismo fornecerá boas dicas sobre Iluminação em Jardins. É um assunto que merece toda nossa atenção não apenas por questões estéticas como também para garantir a segurança das pessoas. Tais dicas não afastam a necessidade de contratar um especialista, até porque, além de sua expertise, ele saberá o que o mercado oferece de novidade, o que pode fazer uma grande diferença no resultado final do projeto paisagístico. Eis as nossas dicas:
  • Observem que para se ter uma boa iluminação externa é necessário que sejam observados os seguintes aspectos: 1) Conforto Visual (evitar o ofuscamento direto das pessoas); 2) Estética (estudar os sentimentos gerados por cada cor, com base nos ensinamentos da cromoterapia); 3) Funcionalidade (eficiência energética, segurança aos usuários etc.);
  • Evitem os excessos na iluminação exterior (não coloquem pontos de luz em tudo), salvo quando o objetivo seja mesmo chamar atenção. Brinquem com as sombras. Usem sabiamente as iluminações coloridas;
  • Para áreas de difícil acesso, comprem lâmpadas de longa vida útil;
  • Analisem os efeitos gerados por uma boa escolha de iluminação (toque de drama, sofisticação, segurança, destaque, tranquilidade, inserção na natureza, vivacidade, amplitude do espaço etc.); 
  • Busquem sempre repor as lâmpadas queimadas por outras iguais ou similares, a fim de não descaracterizar o projeto original e evitar a desarmonia no ambiente;
  • Analisem a Temperatura de Cor (em Kelvin - "K") de cada lâmpada. A luz amarela (luz quente) possui, por exemplo, Kelvin menor ou igual a 3000. Recomendamos, inclusive, esse tipo de luz para gerar relaxamento, sofisticação e aconchego nos jardins residenciais, haja vista que induz a diminuição do metabolismo corporal. Para escritórios e cozinhas, o uso desse tipo de luz é considerado inadequado. É preciso que encontrem a luz ideal para suas pretensões. Pesquisem na internet; 
  • Lâmpadas com Índice de Reprodução de Cores (IRC) acima de 80 são indicadas para ambientes externos;
  • Sugerimos que observem os sistemas de luz mencionados no site da Arquiteta e Lighting Designer Ângela Andrade Abdalla. As informações desse site são fantásticas;
  • Para destacar uma escultura, um arbusto, caules, copas de palmeiras ou outros objetos, optem por luminárias com facho de luz concentrado (ângulo mais fechado) ou embutidos de solo;
  • São diversos os tipos de luminárias: Balizadores (para muretas, escadarias, caminhos etc.), Arandelas, Postes, Espetos, Embutidos de Solo e Projetores. Procurem um especialista para definir o tipo de luminária, os pontos focais, as medidas de segurança etc. Lembrem-se de evitar o vandalismo. Escolham as luminárias de forma inteligente;
  • Lâmpadas incandescentes são boas para iluminação de peças decorativas, pois têm ótimo IRC. Lâmpadas halógenas não podem ficar próximas da vegetação, pois geram muito calor. Lâmpadas multivapores metálicos são indicadas para grandes áreas (praças, estádios, fachadas, vegetações de grande porte, locais de lazer e de atividade cultural);
  • Optem pelos Refletores de LED, caso desejem baixo consumo e ambientes mais iluminados e seguros. Lâmpadas de LED são muito indicadas para jardins, pois, além de valorizarem a beleza das plantas, não as prejudicam, já que não emitem calor;
  • Lâmpadas PAR 20, LED na cor âmbar ou em estilo vintage conferem aconchego e sofisticação ao ambiente. São muito lindas; 
  • Analisem se as tomadas e luminárias são para o uso externo. Optem por equipamentos blindados e que possuam grau de proteção (IP) 44 ou superior, uma vez que são feitos para resistir à entrada de poeira, insetos e à projeção de água. Desse modo, sugerimos que, antes de comprar qualquer luminária para áreas exteriores, analisem todos os níveis de classes de proteção IP;
  • As tubulações elétricas devem ser enterradas em profundidade superior a 70 cm de profundidade (ou 1m nas vias com transito de veículos). Analisem a NBR 15465:2008. Entre duas linhas elétricas, deve existir uma distância mínima de 20cm. Evitem instalar tubulação elétrica nas áreas onde estão as árvores, uma vez que suas raízes podem gerar danos à instalação;
  • Analisem com o especialista a necessidade de uso de interruptor diferencial residual (DR);
  • Os balizadores (luminárias de caminhos) não devem passar de 1,1m, a fim de evitar o indesejado efeito de ofuscamento. Não devem ter luz forte;
  • Para iluminação de árvores menores, indicamos a iluminação embutida de chão ou spots;
  • Os postes são adequados para quadras, playgrounds e áreas de estar. Devem ter no mínimo 1,80m de altura;
  • Usem fibra ótica em piscinas, pois é um tipo de iluminação que gera economia, segurança, requer baixa manutenção e pode ser usada de várias maneiras para obter excelentes efeitos cênicos. Uma boa dica é usar, discretamente, esse tipo de iluminação em bancos de ambientes externos, mas cuidado com o exagero. Vejam, por exemplo, como Alex Hanazaki caprichou na iluminação no seu jardim premiado. Iluminação é uma parte importantíssima dentro de um projeto paisagístico. Se for bem elaborado o projeto luminotécnico, os resultados estéticos e sensoriais poderão ser incríveis;
  • Coloquem pequenas lâmpadas de LED em árvores, pergolados e demais estruturas exteriores. Isso possibilita um efeito cênico bem divertido. Sugerimos, como mencionado acima, que usem a luz amarela ou luz bem fraca para gerar conforto visual e tranquilidade;
  • Por fim, explorem as novidades oferecidas no mercado (lâmpadas com bluetooth, LEDs com alto-falante, lâmpadas com sensor de presença,lâmpadas pendentes com design moderno, aplicativos de automação, lâmpadas com RGB etc.).

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